Poeira, lama, buracos e prejuízos mecânicos fazem parte da rotina de quem precisa enfrentar diariamente um dos trechos mais problemáticos da BR-367. Enquanto a conclusão da rodovia não chega, o Vale do Jequitinhonha continua esperando por uma solução.

O que deveria ser uma rodovia federal capaz de garantir segurança, mobilidade e desenvolvimento para o Vale do Jequitinhonha se transformou em um verdadeiro teste de resistência para motoristas e caminhoneiros. A situação da BR-367, no trecho entre Salto da Divisa e Almenara, é motivo de indignação e levanta novamente uma pergunta: até quando a população terá que conviver com essa realidade?
Quando não é poeira, é lama. Quando não é lama, são os buracos que colocam em risco veículos, cargas e a segurança de quem precisa passar pelo local. A viagem, que deveria ser um deslocamento normal, acaba se transformando em uma verdadeira aventura, com motoristas obrigados a reduzir a velocidade, desviar de crateras e enfrentar condições precárias de tráfego.
A situação se tornou ainda mais complicada com a paralisação do transporte de madeira de eucalipto da Veracel, há aproximadamente dois meses, conforme relatos. Com a redução da circulação desses veículos, a realidade da estrada ficou ainda mais evidente: buracos, irregularidades e dificuldades que continuam castigando quem depende da rodovia.
Os prejuízos não são apenas financeiros. São horas perdidas, veículos danificados, pneus estourados, suspensões comprometidas e o desgaste físico e emocional de profissionais que precisam utilizar a estrada para trabalhar e garantir o sustento de suas famílias.
UMA OBRA QUE PARECE NÃO TER FIM
Há anos, o Vale do Jequitinhonha convive com a expectativa de ver a BR-367 concluída. O discurso de desenvolvimento regional esbarra na realidade de uma infraestrutura que continua deixando muito a desejar.
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